
Gerente de vendas morreu em decorrência de pneumonia. Homem se submeteu à cirurgia de mais de dois dias no final de julho.
Morreu na madrugada desta terça-feira (30) o gerente de vendas Onivaldo Cassiano, 50 anos, que se submeteu, no final de julho, a uma cirurgia no Hospital Evangélico de Londrina (PR) para reparar um aneurisma na aorta. O caso ganhou repercussão porque a cirurgia durou 51 horas e esgotou o banco de sangue da cidade, já que ele usou 400 bolsas de compostos sangüíneos, o equivalente a trocar 20 vezes todo o sangue do corpo. No final da semana passada, Onivaldo foi internado com pneumonia e teve infecção generalizada. Segundo o médico Luiz Carlos Miguita, que atendeu o paciente na Santa Casa de Londrina, a morte não teve ligação direta com a cirurgia. A recuperação do gerente depois da cirurgia era considerada satisfatória pelos médicos. Os exames feitos no coração não apontaram problemas.
A cirurgia de Cassiano, em julho, esgotou o banco de sangue de Londrina. De acordo com o hospital, o procedimento teve início às 7h30 de 28 de julho e terminou às 10h30 do dia 30. O paciente utilizou 400 bolsas de sangue. O cirurgião cardíaco que realizou a cirurgia, Francisco Gregori Júnior, 60 anos, contou com a doação de sangue de amigos e familiares para finalizar a operação. Ainda de acordo com o hospital, o gerente de vendas era portador de um aneurisma na aorta, principal irrigação sangüínea do corpo. De causa indefinida, a anomalia levaria o paciente a uma ruptura do órgão. Durante a cirurgia, a equipe trocou a aorta e a válvula cardíaca. Após as intervenções, por causa de um problema no fígado, Cassiano sangrava intensamente sem coagulação. Com 36 horas de cirurgia, com a equipe exausta e sem encontrar outra saída, o médico reabriu o paciente e refez todas as ligações, utilizando uma técnica que chamou de marmorização, com a aplicação de uma cola biológica.


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